Criar filhos, como diz o Médico e Escritor Içami Tiba, é fácil, difícil é EDUCAR. Hoje os pais se questionam sobre como ter autoridade sem ser autoritário e muitas vezes acabam oscilando entre o autoritarismo e a permissividade, o que deixa a criança muito confusa.

Vemos muita confusão sobre estes termos também. Uma pessoa autoritária é aquela que exige o respeito de suas vontades e ideias apenas, impõe suas regras custe o que custar e não permite questionamentos. A educação autoritária no passado era considerada modelo dentre as famílias que era constituída em geral por Pais que passavam o dia trabalhando fora para garantir o sustento do lar e mãe que cuidavam de seus filhos e da casa. Os laços amorosos de amizade eram praticamente nulos nas relações parentais e para a criança cabia apenas obedecer, caso contrário, era punida.

Depois de anos de estudos na área de Psicologia sobre este tipo de educação sabemos o quanto ela formou adultos traumatizados de diferentes maneiras pelos métodos de punir fisicamente e abafar os sentimentos das crianças. Muitos deste agora são pais e temem que tentando construir uma autoridade com os filhos se transformem em autoritários como seus pais.

Entretanto, possuir AUTORIDADE é ter poder decisão, tão importante na educação de seres em desenvolvimento que ainda não possuem maturidade o suficiente para avaliar o que é bom ou não para sua vida, para o seu futuro. No exercício da educação, ter autoridade permite que, apesar dos laços de amizade serem fortes, são os adultos que deferem os caminhos por onde seus filhos deverão caminhar, de acordo com os valores da família e objetivos para o futuro, afinal são as famílias que formam as novas gerações de cidadãos do mundo.

É importante compreender que Carinho e Autoridade andam juntos, aliás, um fortalece o outro. Neste processo do educar com afeto, demonstrando quem exerce o poder, conduzimos as crianças a um dos maiores aprendizados para se viver em sociedade: O RESPEITO. Conviver com o outro além das fronteiras de uma casa inclui compreender que o nosso limite termina quando nossas ações começam a invadir o espaço do outro. Nem tudo que desejamos podemos fazer e estes valores ela vai internalizando através da observação dos pais. Se dentro da família não exercermos a autoridade de pais para ensinar que existem limites do direito, que quando ultrapassamos querendo fazer somente o que temos vontade desrespeitamos o outro, quando adolescente e adulta ela terá dificuldades em conviver com regras e em respeitar os demais tal qual fazia aos seus pais e estes permitiam.

Desenvolver a autoridade na relação parental é alimentar uma fonte de respeito, carinho e compreensão, proporcionando um caminho de segurança para os pequenos crescerem e amadurecerem com ética e coerência.

Dami Côrtes, Especialista em Famílias, Psicologia Relacional Sistêmica, Psicologia do Desenvolvimento, Neuropsicologia aplicada à Neurologia Infantil, Psicologia Positiva, Mindfulness e Inteligência Emocional.